Vereadores abrem processo de impeachment contra prefeito indígena após denúncias de irregularidades

Comissão apura gastos com pessoal e suposta improbidade administrativa em Marechal Thaumaturgo. Prefeito diz que está tranquilo diante das denúncias.

Em 05/11/2018 04:21:00 na sessão Cidades

Uma advogada procurou a Câmara de Vereadores de Marechal Thaumaturgo para denunciar supostas irregularidades na administração do prefeito da cidade, Isaac Piyãko, e a Casa decidiu criar uma comissão para apurar as denúncias.

Uma comissão composta de três parlamentares foi instaurada e terá cinco dias para notificar o gestor da cidade oficialmente.

A expectativa é que os trabalhos da comissão sejam concluídos nos próximos 30 dias. Silvano Queirós, presidente da Câmara de Vereadores diz que acusações são graves.

"Tem a questão do gasto com pessoal de forma injustificada. A cidade está com 68%, bem acima do que prevê a lei. Houve condenação do Tribunal de Contas e, mesmo assim, ele não tomou nenhuma medida para conter estes gastos. Outra é o conluio entre o controlador interno e o presidente da comissão de licitação. O secretário de finanças tem um prédio do pai alugado para a prefeitura com dispensa de licitação", disse Queirós.

Caso as denúncias sejam comprovadas, o pedido de impeachment deve ser submetido a uma votação. "Acredito que em 30 dias esse processo seja concluído. Como presidente da Câmara, quero deixar bem claro que não existe perseguição ao prefeito e sim o cumprimento de nossos direitos constitucionais como legisladores que somos", destacou.

O prefeito se defendeu, disse que está tranquilo e acredita que esse tipo de comportamento é apenas uma forma de tumultuar os processos políticos da cidade.

"Eles já fizeram esse movimento meses atrás. Estão querendo tumultuar nossa administração, querendo me afastar da função, desobedecendo os ritos do Legislativo. Essa questão de gastos como pessoal não é de agora, estamos tentando fazer um equilíbrio, tirando vantagens e comissionados. Quanto as acusações contra pessoas que fornecem para a cidade os processos foram abertos a ampla participação. Não tenho o que temer, estou tranquilo, vou aguardar o desenrolar dessa investigação", alegou.Piyãko foi eleito em 2016. Logo após ter ganhado, o gestor da etnia ashaninka, disse que o fato de ser indígena foi usado em seu desfavor durante a campanha, inclusive, por parte de candidatos do mesmo partido. Ele disse ainda que o objetivo era discutir traças voltadas para as comunidades indígenas.

Fonte: G1 



Por Olhar Cidade 05/11/2018 04:21:00

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