Mulheres xavante resgatam cultura através da alimentação tradicional

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou o projeto Abahi Tebrezê, de comunidade indígena mato-grossense

Em 29/10/2019 11:01:00 na sessão Cidades

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgou o projeto Abahi Tebrezê, que mudou a vida dessa comunidade indígena mato-grossense.

As primeiras ideias de se resgatar a cultura xavante vieram em 2004, com o projeto Dasa Uptabi, que teve apoio da Sociedade de Proteção e Utilização do Meio Ambiente, em um intercâmbio cultural entre as anciãs e as jovens, que juntas identificaram 20 espécies de batas silvestres que tradicionalmente faziam parte da alimentação do povo.

Para retomar a alimentação tradicional, foi necessário trabalho duro e à frente do trabalho estavam as mulheres. São elas que vão para o mato em busca de batatas nativas, para fazer um processo de "domesticação" dos tubérculos, para que eles sejam cultivados próximos às aldeias.

Na caçada pelas batatas, "sempre precisará de uma garrafa com pó de bofo dentro", diz trecho do relato do projeto feito pelas participantes. Esse pó é utilizado por dentro da roupa para afastar e matar carrapatos. "Assim que as mulheres encontram um outro tipo de batata, chamam as outras - para ver o local, tipo do solo, habitat e como é a aparência da batata".

Desde 2010, quando o projeto foi oficialmente instalado na comunidade, as mulheres já produziram mudas de batatas de espécies como a Ubdi, a Mo"oni, Patede, Parabubu, Uzapodo, entre outras. E a partir dos tubérculos, elas criaram um projeto ainda maior, com a realização de oficinas de artesanato e intercâmbio com outros povos, trabalho que foi reconhecido pela FAO como inspirador para povos indígenas de todo o mundo. (Com informações da Organização das Nações Unidas)

Fonte: Gazeta Digital


Por olharcidade3@gmail.com 29/10/2019 11:01:00

Mais notícias da sessão: Cidades


Grupo Olhar Cidade